Chá Branco pêssego
Chá Branco laranja
Chá Verde e Chá Branco
Planta é conhecida desde a dinastia Tang (618-907 d.C.) Velhos conhecidos da medicina oriental, o chá verde e o chá branco tornaram-se famosos nos últimos anos, devido principalmente às várias pesquisas científicas divulgadas mostrando seus benefícios à saúde.
Os chás verde e branco são provenientes das folhas da Camellia sinensis, uma planta procedente principalmente do norte da Índia e sul da China, onde é conhecida desde os primórdios da dinastia Tang (618-907 d.C.).
O chá verde é obtido por meio do murchamento das folhas com vapor que, em seguida, são secas, fase na qual ocorre a inativação de uma série de enzimas, chamadas de polifenóis oxidases. As folhas permanecem verdes e não sofrem qualquer tipo de alteração na sua composição, e o chá resultante desse processo apresenta sabor amargo.
Diferentemente do chá verde, na produção do chá branco, só os brotos mais jovens são colhidos. Durante a maturação, os brotos são protegidos contra a ação do tempo e do sol e a colheita é realizada antes que ocorra a síntese de clorofila nas folhas, quando ficam verdes e começam a abrir. Nessa fase, a folha tem uma coloração prateada, devido à fina penugem branca que recobre os brotos, daí a origem do nome chá branco.
Depois de colhidos, os brotos secam naturalmente, sendo assim menos processados que as folhas do chá verde. Todo esse processo é manual e ocorre poucos dias no ano, entre os meses de abril e maio, uma das razões para a raridade e alto custo do produto. O chá branco apresenta sabor mais adocicado e delicado que o chá verde.
Por ser proveniente de brotos muito jovens, acredita-se que o chá branco apresente uma maior concentração de substâncias bioativas que o chá verde, cujas folhas são mais processadas. Nessa fase de maturação, os brotos contêm uma alta concentração de substâncias ativas como os polifenóis (com ação antioxidante), o que pode sugerir uma ação mais eficiente na redução do risco de doenças quando comparado ao chá verde.
O segredo dos chás verde e branco reside no fato deles serem ricos em polifenóis catequinas, particularmente a epigalocatequina galato (EGCG). A EGCG é um poderoso antioxidante que além de inibir o crescimento de células cancerígenas, é capaz de destruir células cancerosas sem danificar os tecidos saudáveis. Pesquisas com a EGCG demonstram que a substância também é eficaz na redução dos níveis de colesterol LDL (colesterol ruim), além de inibir a formação de coágulos sanguíneos anormais. Este último assume importância quando consideramos que a trombose é a principal causa de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.
Recentes pesquisas mostram uma forte associação entre o consumo desses chás com uma ação antioxidante, anti-inflamatória e anti-carcinogênica no trato digestivo. Alguns estudos evidenciam também os benefícios do chá verde para o coração e o sistema cardiovascular, além da capacidade do chá branco de destruir organismos causadores de infecções causadas por Staphylococcus e Streptococcus .
Estudos realizados pela Universidade de Nova Jersey apontam que o consumo desses chás diminui a incidência do aparecimento de diversos tipos de câncer em seres humanos. Outras pesquisas revelam que eles também estimulam o sistema imunológico, aumentando nossa proteção natural contra as infecções, inclusive contra gripe.
A saúde dentária também tem sido alvo das pesquisas com as bebidas derivadas da Camellia sinensis.
Em relação à perda de peso, testes clínicos mostram que aparentemente esses chás são capazes de aumentar as taxas metabólicas e acelerar a oxidação das gorduras. Os pesquisadores acreditam que combinado com uma dieta equilibrada, o chá verde pode funcionar como um coadjuvante da perda de peso.
